Iluminação em ambientes externos e internos

Arquitetura é um campo amplo de trabalho e possui várias disciplinas complementares que se não abordadas, mesmo que de forma preliminar, podem deixar resquícios negativos ao projeto e na consolidação do imóvel. A disciplina que estuda a aplicação de iluminação artificial em ambientes internos e externos é a Luminotécnica.

Quando há a presença de um arquiteto numa obra ou na elaboração de um projeto, o mesmo relaciona e avalia todas variáveis possíveis, afim de quantificar melhor o trabalho e direcionar as etapas para disciplinas parceiras. Nos dois casos citados, o profissional avalia as proporções de espaço e possibilidades de iluminação natural e artificial para o imóvel.

A iluminação natural é gratuita e saudável para todos os seres-vivos e pode ser uma aliada para iluminação de ambientes internos, de acordo com um bom projeto de arquitetura. Já a iluminação artificial, se utiliza da energia elétrica (oriunda das concessionárias de energia ou captada por meio de placas solares) podendo ter diversos usos diferentes da simples iluminação de um ambiente, por exemplo:

1. lluminação direta, a luz é direcionada para algum ponto específico, ideal para salas de aulas, escritórios, etc. Luminárias pendentes e spots, que permitem o direcionamento da luz, são as mais práticas;

2. Iluminação indireta, luz secundária sem intenção de foco principal, mas que ajuda a ressaltar elementos no espaço. O ideal é que as superfícies do ambiente sejam claras, e que possam ser usadas embutidas em forros de gesso, sancas, arandelas, etc.;

3. Iluminação difusa, é a iluminação básica de todos ambientes residenciais e que usamos em salas, quartos, banheiros, etc. Proporciona iluminação suave nos ambientes atendidos, sem gerar muito contraste ou sombras, efeito conseguido através de luminárias como plafon;

4. Iluminação de destaque, iluminação concentrada proposta para iluminar fachadas, elementos de paisagismo ou outros elementos específicos;

5. Iluminação de orientação, iluminação específica e exclusiva para direcionar o deslocamento de pessoas de um lugar para o outro, na maioria das vezes, próxima a escadas, circulações, etc., e devem ser embutidas afim de não causarem acidentes;

São essenciais e importantes na ausência de luz natural e ao mesmo tempo podem ser utilizadas para fins decorativos, e devem ser dimensionadas adequadamente tanto a luminária quanto a própria lâmpada. Abaixo, citamos os tipos de lâmpadas mais comuns:

1. Incandescentes, emitem luz na cor amarelo (quente), geram calor, consomem muita energia e possuem baixa durabilidade; 

2. Halógenas, semelhantes às incandescentes, porém com menor consumo de energia e maior durabilidade;

3. Fluorescentes, podem ser tubulares ou compactas, emitem luz com maior gama de cores (ainda sim, consideradas frias), menor consumo de energia e maior durabilidade que as incandescentes;

4. LED, tecnologia mais atual possuindo diversas formas e gama de cores, possuem menor consumo de energia e maior durabilidade dentre todas anteriores citadas, porém, seu valor de aquisição ainda é um pouco elevado.


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